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Análise granulométrica (peneiramento + hidrômetro) em Cachoeiro de Itapemirim: distribuição real do solo

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O município de Cachoeiro de Itapemirim, recortado por maciços graníticos e solos residuais jovens que se alternam com depósitos aluvionares do Rio Itapemirim, impõe um cuidado redobrado na leitura da textura dos materiais. A fração fina que se desprende dos afloramentos rochosos migra com as chuvas de verão e preenche os vales com siltes e argilas que frequentemente escapam de uma classificação tátil-visual apressada. Uma análise granulométrica por peneiramento e hidrômetro resolve essa incerteza ao separar as frações areia, silte e argila com rigor estatístico, entregando a curva que o projetista de fundações realmente precisa para decidir entre um radier apoiado em solo laterítico maduro ou estacas que atravessem uma lente argilosa compressível. Quando o ensaio granulométrico é executado em Cachoeiro de Itapemirim por laboratório acreditado, os coeficientes de uniformidade e curvatura deixam de ser números abstratos e passam a descrever o comportamento drenante ou impermeável do terreno onde a obra será implantada, informação que dialoga diretamente com a permeabilidade in situ quando há suspeita de lençol freático elevado nos bairros próximos à calha do rio.

A curva granulométrica obtida com hidrômetro revela se o silte argiloso de Cachoeiro de Itapemirim é susceptível à erosão interna ou se comporta como filtro natural.

Procedimento e escopo

Um erro recorrente em obras de médio porte na região é contratar apenas o peneiramento fino da ABNT NBR NM 248 e ignorar a sedimentação prevista na ABNT NBR 7181, assumindo que o passante na peneira 200 é inerte. Em Cachoeiro de Itapemirim essa simplificação cobra um preço alto: solos saprolíticos de granito com percentual de finos entre 15% e 35% podem apresentar atividade argilosa suficiente para gerar variações volumétricas em estações secas, trincando alvenarias apoiadas em sapatas rasas. O ensaio granulométrico completo combina a série de peneiras de abertura padronizada — da malha grossa de 50 mm até a peneira de 75 µm — com o hidrômetro que mede a densidade da suspensão em intervalos cronometrados, aplicando a Lei de Stokes para converter velocidade de sedimentação em diâmetro equivalente das partículas. O resultado é uma curva que revela se o solo é bem graduado, se há descontinuidade granulométrica ou se predomina uma fração uniforme, parâmetros que orientam desde a seleção do agregado para concreto até a decisão de estabilizar quimicamente uma camada de base. Para empreendimentos que exigem controle de compactação em aterros, esse perfil textural se complementa com o ensaio de densidade in situ com cone de areia na verificação de campo.
Análise granulométrica (peneiramento + hidrômetro) em Cachoeiro de Itapemirim: distribuição real do solo
Imagem técnica de referência — Cachoeiro de Itapemirim

Fatores do terreno local

Um caso documentado pela equipe técnica ocorreu em um condomínio residencial no bairro Gilson Carone, onde sondagens SPT indicaram Nspt acima de 15 golpes nos primeiros metros e a construtora assumiu se tratar de solo granular competente. Sem a análise granulométrica com hidrômetro, a fração fina passou despercebida: o ensaio posterior revelou 28% de argila de alta plasticidade dispersa em uma matriz areno-siltosa, suficiente para reduzir a capacidade de drenagem e gerar poropressões positivas durante o período chuvoso. O recalque diferencial que se seguiu exigiu reforço de fundações com estacas adicionais e injeção de calda de cimento, um custo que superou em muito o investimento inicial no ensaio granulométrico. Em encostas com declividade superior a 15%, a omissão do hidrômetro mascara o risco de erosão concentrada: siltes arenosos com D50 inferior a 0,08 mm entram em suspensão com facilidade, desencadeando voçorocas que comprometem a estabilidade de taludes de corte. A granulometria conjunta de peneiras e sedimentação é a ferramenta que transforma uma suspeita de campo em um parâmetro de projeto confiável para Cachoeiro de Itapemirim.

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Dados técnicos

ParâmetroValor típico
Série de peneiras utilizada75 mm a 0,075 mm (ABNT NBR NM ISO 3310-1)
Método de sedimentaçãoHidrômetro (ABNT NBR 7181), leituras a 0,5; 1; 2; 4; 8; 15; 30; 60; 120; 240 e 1440 min
Preparação da amostraSecagem ao ar, destorroamento com almofariz de borracha e quarteamento conforme ABNT NBR 6457
Defloculante empregadoHexametafosfato de sódio (solução 45,7 g/L) com agitação mecânica controlada
Coeficientes calculadosCu (uniformidade), Cc (curvatura) e diâmetros D10, D30, D50, D60 e D85
Classificação complementarSUCS (Unificada) e HRB/AASHTO com base nos percentuais acumulados
Controle de qualidade internoCurva de calibração do hidrômetro e verificação periódica com material de referência certificado
Prazo típico de resultado3 a 5 dias úteis após recebimento da amostra indeformada

Outros serviços relacionados

01

Limites de Atterberg em solos finos

Determinação do limite de liquidez (LL) e limite de plasticidade (LP) conforme ABNT NBR 6459 e 7180. Essencial para classificar a fração argilosa identificada no hidrômetro e prever o potencial de expansão ou contração do solo de Cachoeiro de Itapemirim sob variação de umidade.

02

Ensaio triaxial adensado não drenado (CU)

Ensaio de resistência ao cisalhamento em corpos de prova indeformados, executado em prensa servo-controlada com medição de poropressão. Aplica-se quando a granulometria indica presença significativa de finos plásticos e o projeto necessita dos parâmetros efetivos c' e φ' para análise de estabilidade.

Normas de referência

ABNT NBR 7181:2016 – Solo – Análise granulométrica (conjunta peneiramento e sedimentação), ABNT NBR NM 248:2003 – Agregados – Determinação da composição granulométrica (peneiramento fino), ABNT NBR 6457:2016 – Amostras de solo – Preparação para ensaios de compactação e caracterização, ABNT NBR NM ISO 3310-1:2010 – Peneiras de ensaio – Requisitos técnicos e verificação

Perguntas comuns

Qual a diferença entre o peneiramento simples e o ensaio granulométrico completo com hidrômetro?

O peneiramento simples, normalizado pela ABNT NBR NM 248, separa apenas as frações grossa e arenosa até a peneira de abertura 0,075 mm, informando o percentual retido em cada malha. O ensaio granulométrico completo, regido pela ABNT NBR 7181, acrescenta a fase de sedimentação com hidrômetro, que quantifica as partículas inferiores a 75 µm (siltes e argilas) a partir da Lei de Stokes. Em solos residuais de granito como os de Cachoeiro de Itapemirim, onde a fração fina pode ter atividade argilosa relevante, o hidrômetro é indispensável para fechar a curva granulométrica e permitir a classificação SUCS correta do material.

Qual o custo médio de um ensaio granulométrico completo em Cachoeiro de Itapemirim?

O valor do ensaio granulométrico conjunto (peneiramento + hidrômetro) varia entre R$260 e R$440 por amostra, a depender da quantidade de pontos ensaiados na campanha e da necessidade de preparação especial da amostra com defloculante. Amostras com pedregulhos que exigem peneiramento grosso adicional ou teor de matéria orgânica que demande pré-tratamento podem se aproximar do limite superior da faixa.

Quantos quilogramas de solo são necessários para realizar o ensaio granulométrico?

A massa de amostra depende do tamanho máximo das partículas presentes, conforme a ABNT NBR 6457. Para solos com pedregulhos de até 50 mm, recomendam-se aproximadamente 20 kg de material. Em areias finas e siltes, amostras de 1 a 2 kg costumam ser suficientes. O laboratório orienta a coleta no momento da retirada em campo para evitar reamostragens desnecessárias em Cachoeiro de Itapemirim.

O ensaio granulométrico identifica argila expansiva?

A curva granulométrica isolada informa o percentual de argila (fração menor que 2 µm), mas não mede diretamente a atividade expansiva. Para isso, o resultado do hidrômetro deve ser cruzado com os limites de Atterberg (LL e LP) da mesma amostra, obtendo-se o índice de atividade de Skempton. Um valor elevado desse índice, combinado com alta porcentagem de finos, sinaliza potencial de variação volumétrica que precisa ser considerado no projeto de fundações.

Localização e área de serviço

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